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Arcoverde,27/02/2026

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Com mais de 3 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave registrados por dia, Estado alerta para vacinação de gestantes e bebês

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 53,1% das notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano foram de bebês. Estado alerta para vacinação de gestantes e crianças de 0 a 2 anos

Fonte: diariodepernambuco
Com mais de 3 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave registrados por dia, Estado alerta para vacinação de gestantes e bebês

Pernambuco está entrando oficialmente na sazonalidade da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre março e agosto, os casos aumentam, especialmente entre crianças de 0 a 2 anos. Nas primeiras sete semanas do ano, 53,1% das notificações de SRAG foram em bebês. Diante da vulnerabilidade do grupo, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) alerta sobre a prevenção vacinal para melhor proteger os pequenos durante o período mais crítico.

“É um período de aumento das chuvas e, consequentemente, circulação maior de vírus respiratórios, que pode afetar mais as crianças, principalmente crianças a partir dos 5 anos. Dentro desse grupo, os pequenos de 0 a 2 anos ainda são um pouco mais vulneráveis para o desenvolvimento do SRAG. Essas crianças têm maior comprometimento porque o sistema de defesa ainda não está totalmente desenvolvido. Elas estão sujeitas a adquirir infecções e a mais grave delas: a SRAG. Tem que ter cuidado, porque pode desenvolver mais resfriados, gripe, bronquiolite”, explica o Coordenador Médico em Infectologia da SES-PE, Lucas Caheté.

Até o último dia 21 de fevereiro, das 314 notificações de SRAG à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), 167 são na faixa etária de 0 a 2 anos, configurando uma média diária de 3,2 casos em 2026.

Em 2025, foram contabilizados 7.375 casos da enfermidade. Destes, 4.038 foram em bebês, equivalente a 54,7% do total.

A preocupação se dá pela evolução da síndrome. Em poucos dias, os pequenos podem passar de sintomas leves para a necessidade de suporte em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). A SES destaca que essa não é a situação no Estado, mas que a prevenção à SRAG é ponto-chave para evitar uma sobrecarga das emergências pediátricas e, acima de tudo, salvar vidas.

Imunização

Antes mesmo de pensar em tratar a SRAG, é preciso pensar na prevenção, reforça o médico. Diferente de anos anteriores, o estado conta agora com a vacinação de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolites e pneumonias nos bebês. A imunização foi iniciada em Pernambuco no último mês de dezembro e já alcançou 25.836 mulheres.

“A gente tem a vacina nova contra o Vírus Sincicial Respiratório, responsável pela bronquiolite na criança também abaixo de 1 ano de idade. No terceiro trimestre, a gestante deve receber essa vacina para produzir anticorpos para proteger essa criança que está para nascer. As vacinas são extremamente importantes para a gestação. A grávida pode procurar os postos de saúde, de vacinação, juntamente com o acompanhamento de pré-natal, sendo importante que as vacinas estejam atualizadas”, detalha o coordenador.

A vacina é aplicada em dose única a partir da 28ª semana de gravidez e, com a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, garante proteção nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade. Não há restrições de idade materna e é possível receber o imunizante até perto do fim da gestação.

Além da imunização das mães, o estado incorporou o anticorpo monoclonal nirsevimabe ao Sistema Único de Saúde (SUS). O imunobiológico é direcionado a bebês prematuros (nascidos com menos de 36 semanas e 6 dias) e crianças menores de 2 anos com comorbidades específicas.

“O bebê prematuro e aqueles menores também de 2 anos com alguma comorbidade, eles têm direito a esse anticorpo monoclonal. Porque vai trazer uma proteção para essa criança que não tem o sistema imune totalmente desenvolvido. É uma proteção adicional para evitar que desenvolvam a bronquiolite pelo vírus respiratório, por ser uma população com risco maior de desenvolver também uma forma mais grave da doença”, explica.

O profissional da saúde detalha também em quais casos as crianças devem receber o imunobiológico, que é injetado na criança, como uma vacina.

“Algumas comorbidades têm condição de fazer o imunobiológico. São crianças com cardiopatia congênita, doença pulmonar crônica, broncodisplasia, imunodeficiências. Também as portadoras do vírus do HIV, com síndrome de Down, síndrome de fibrose cística, doenças neuromusculares, anomalias congênitas das vias aéreas, alterações do sistema pulmonar, do sistema dos brônquios, dos bronquíolos, do sistema respiratório na totalidade, se tiver alguma deficiência, essas crianças também têm direito ao imunobiológico”.

Atualmente, o Ministério da Saúde e a SES-PE orientam que os municípios realizem uma busca ativa para o "resgate" de crianças elegíveis, especialmente prematuros nascidos após agosto de 2025. O objetivo é garantir que esses grupos recebam o anticorpo antes que a sazonalidade atinja o pico.

“Quando a gente fala de criança, a questão é a prevenção por vacina. É importante ficar atento ao calendário. A criança ainda não tem o sistema de defesa imunológica totalmente desenvolvido. Evitar aglomerações é importantíssimo para esse ser em desenvolvimento. A abertura de leitos e a melhoria do serviço de emergência, nesse período de sazonalidade, são importantes. Sempre há um preparo da SES para receber os casos que vão chegar, caso essa criança desenvolva alguns desses sintomas e principalmente a SRAG, que pode ocasionar o óbito nessa idade”, destaca o Coordenador Médico em Infectologia.




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