Entenda prisão de Deolane Bezerra em operação contra o PCC
Entre os investigados na operação que prendeu Deolane está Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, considerado o líder do PCC
A prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira (21), faz parte de uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Junto a Deolane, entre os investigados, está Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, considerado o líder da facção, preso desde 1999.
A investigação, chamada de Operação Vérnix, começou em 2019 e passou a mirar a influenciadora após terem sido identificados depósitos suspeitos e movimentações financeiras incompatíveis em contas vinculadas a ela entre 2018 e 2021. Segundo os investigadores, foram mais de 50 depósitos, que totalizaram aproximadamente R$ 700 mil. As múltiplas transferências sinalizam uma tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.

Um homem na Bahia foi identificado como "laranja", responsável pelo envio de parte dos valores. As autoridades suspeitam que contas de terceiros serviam como impedimento para identificar a origem dos recursos.
Os valores enviados para as contas relacionadas a Deolane não teriam sido declarados oficialmente, de acordo com a apuração. A Justiça ordenou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões deste dinheiro.
Entenda a operação
O esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Polícia Civil estaria relacionado ao PCC, maior facção criminosa do país. Empresas de fachada e transportadoras fariam parte do conluio para movimentar recursos e ocultar patrimônio.
Uma transportadora no interior de São Paulo, em Presidente Venceslau, foi identificada como um meio do grupo para movimentar recursos da família de Marcola. Além de Deolane Bezerra e do líder do PCC, a operação investiga o irmão dele e dois sobrinhos, e o operador financeiro do grupo, Everton de Souza, conhecido como “Player”.
Até então, foram apreendidos 39 veículos de luxo e bens e valores bloqueados na operação ultrapassam R$ 357 milhões.
A apreensão de bilhetes em uma penitenciária no interior de São Paulo motivou o início das investigações em 2019, segundo o Ministério Público. Esse material trouxe detalhes sobre a facção e o esquema criminoso. Com informações da coluna Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles.
Prisão em Pernambuco
Deolane Bezerra já havia sido presa em setembro de 2024, no Recife, capital pernambucana, na Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar.
Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal de Pernambuco (JFPE) anulou decisões da Integration e determinou que a investigação e as provas produzidas pela Polícia Civil fossem encaminhadas à Polícia Federal.






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