Teto da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, no Recife, desaba e fere seis alunos e um professor
Pais e estudantes se mobilizaram na manhã desta quarta-feira (8) para denunciar a precariedade da estrutura da unidade de ensino, localizada no bairro da Mustardinha
Parte do teto da Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, localizada no bairro da Mustardinha, na Zona Oeste do Recife, desabou na tarde da última terça-feira (7), deixando seis alunos e um professor feridos.
O acidente ocorreu em uma área externa da escola, onde uma turma assistia a uma aula de Geografia por causa do calor nas salas de aula. Uma estudante sofreu um corte na cabeça e precisou levar pontos. Outros alunos tiveram ferimentos nos braços, pernas e joelhos.
As estudantes que presenciaram o desabamento relataram momentos de pânico. Segundo elas, a turma estava em uma área externa porque as altas temperaturas dificultavam a permanência dos alunos dentro das salas. Uma aluna de 13 anos contou que havia saído por alguns instantes para encher a garrafa de água quando ouviu colegas gritarem que o teto estava caindo.
"Quando minha amiga olhou para trás, gritou: 'Está caindo'. Na hora que eu virei, caiu tudo de uma vez. Desabou telha, tijolo, pedra, tudo o que tinha em cima. Foi muito rápido." Ela disse que correu para socorrer uma colega atingida na cabeça.

"Quando fui pegar na mão dela, ela tirou a mão da testa e estava cheia de sangue. O sangue escorria pelo rosto e pela roupa. Foi uma cena horrível. Eu nunca tinha visto uma coisa dessas dentro da escola."
Segundo a estudante, outros colegas também ficaram feridos. "Um menino cortou a perna, outro machucou o braço, outro bateu o joelho e não conseguia andar. Outra colega também se machucou na cabeça. Foi muita correria e desespero."
A aluna afirma que, diante da falta de materiais adequados, os primeiros socorros precisaram ser improvisados. "Pegaram algodão e colocaram na testa da menina porque não tinha gaze. O sangue não parava de escorrer, e o algodão acabou ficando grudado no ferimento. Eu fui para casa com a minha farda cheia de sangue."

Outra estudante, de 12 anos, lembra que, segundos antes do desabamento, foi possível ouvir um estalo na estrutura. "O professor estava explicando a aula quando a gente escutou um barulho. Em seguida, o teto começou a cair em cima dos alunos. Quem conseguiu saiu correndo. Quem estava sentado teve menos tempo para reagir."
Os estudantes afirmam que os feridos foram levados para a direção da escola. "A direção ficou cheia de sangue porque levaram os alunos para lá. Depois mandaram todo mundo ir para casa. A gente só recebeu uma nota explicando o que tinha acontecido no começo da noite."
Além do susto, as alunas afirmam que o acidente reforçou um temor antigo em relação às condições da unidade. "A gente já via telhas quebradas, infiltrações, mofo e muita coisa precisando de manutenção. Depois do que aconteceu, ficou o medo de que isso aconteça de novo."







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